A inveja é uma merda!

A inveja á uma meeerda! Me desculpem pela merda…A gente não deve falar merda em público, mas…Quem aguenta não falar merda? Mas voltando ao assunto da meeerda (ops!), almejar o que o outro tem  porque distingue naquilo algo que lhe seja útil, prazeroso, pode ser até saudável, porque leva ao impulso de batalhar pela coisa desejada. Agora, almejar com ódio e querer destruir alguém pelo que ela/ele tem é outra história bem diferente. Você nunca viu faíscas saindo dos olhos de algum invejoso? Nunca viu a expressão de raiva no rosto de alguém? Desculpe, mas não vou acreditar se você responder que não…
Sabe o cara que só mete pau na viagem de um conhecido, diz que já fez o mesmo passeio e odiou enquanto o outro está feliz, contando tudo que fez? Pombas! Pombas é uma expressão antiguiiiiinha, eu sei, mas serve, não serve? 🙂 Voltemos então: Pombas! Porque o cara tem que por areia na alegria do outro? Inveja da capacidade do amigo de ser feliz?
Você nunca viu um chato achar mil defeitos no projeto de trabalho de um colega? Pesar os prós e contras mas não conseguir encontrar os tais dos prós? Não tô falando da pessoa realista, veja bem. Precisamos de pessoas que não se deslumbram facilmente e que conseguem enxergar as possíveis dificuldades dos projetos em que nos metemos. Me refiro ao…ao…chato pra caramba, sabe?  Enquanto você só vê maravilhas, o “esquisito” só torce o nariz. Claro que você também vê problemas mas não fala deles, porque sabe que eles existem para serem superados e, afinal de contas, o que e quem não tem problemas?
Sabe aquele tipo? Manja? Ah, agora identificou o que estou dizendo, né? Sabia que você iria entender, porque todo mundo já sentiu “na pele” a inveja.Quem nunca bateu na madeira três vezes? Quem nunca arrepiou depois de um olhar esquisito, depois uma palavra de duplo sentido?  Eu não sou supersticiosa 🙂 , mas por via das dúvidas:
 Xô, inveja!
Tem gente que te esculacha porque você trabalha demais, mas também esculacha a vizinha porque resolveu deixar de trabalhar fora de casa para se dedicar ao lar, aos filhos; se você é de “esquerda”, não presta, mas se é de “direita” é chamado de “burguês, coxinha, riquinho metido”, sei lá. Se é judeu, não presta, porque não vai à missa ou não reza o “Pai Nosso”,mas se é católico também não serve, porque é “carolas, rato de igreja”. Você me entende?
Não queria me aprofundar teoricamente, mas tem algo que não consigo deixar de pensar e de dizer: vivemos em uma sociedade competitivíssima, que impulsiona para a briga, para a disputa. Quem não tem esse perfil acaba desenvolvendo-o rapidinho. As pessoas aprendem a ter um padrão de comportamento que chamo de “medidor”: vivem se medindo com os outros, buscando para suas vidas o que o outro tem, simplesmente porque o outro tem e não porque aquilo pode ser bacana, útil, saudável. O adolescente precisa pertencer a um grupo, sentir-se aceito. “Normal”, então, que busque ser parecido com o colega, com o amigo, ter o que o companheiro de classe tem. O adulto, minha querida, na na ni na não!  Quando você sai da adolescência e entende que pode caminhar por conta própria, o que mais quer é ser única, se diferenciar, “ter aquilo que mais ninguém tem”, “ser aquilo que mais ninguém é” e que a represente. O adulto jovem quer “mostrar a que veio” e não ser mais um na multidão.
Nós temos objetivos de vida. Todos tem. Quem não os tem está meio-morta, morta em vida.Olhar para o outro, achar interessante o que ele faz e querer fazer igual um dia é saudável, repito. Seguirmos modelos, nos espelharmos em quem achamos que tem sucesso. Ótimo. Ruim pra caramba quando odiamos essa pessoa por causa, justamente,  desse sucesso.
Conheço uma pessoa que tem muito dinheiro. Toda e qualquer tecnologia que ela vê os colegas de trabalho usando, quer comprar. Só que é uma pessoa, digamos, limitada. Comprar o celular que só falta servir de mordomo não lhe adianta de nada, porque ela só irá usar o basicão. Essa conhecida tem de tudo, muito mal utilizado. Nada de mal, diriam uns. O dinheiro é dela, afinal! É,  eu não tenho nada com isso. Apenas a uso como exemplo, já que seu comportamento “casa” bem com o assunto da postagem. Fulana tem muita raiva e gasta rios de dinheiro em razão disso. Não consegue  ver os colegas satisfeitos com suas conquistas materiais, felizes, porque logo se entristece. Fala mal desses colegas, xinga, diz que são incompetentes e que ela só mantém um certo nível de civilidade nas relações para conseguir cooperação.  Simpatiza apenas com os mais humildes que “não lhe são páreo”, como ela mesma diz. Ruim, né? Ao invés de gastar seu dinheiro, suas energias, sua vida em algo que realmente lhe dê prazer,  resolve investir pesado no prazer do outro. Já pensaram na frustração disso tudo?
Paolo Mantegazza, neurologista italiano (dentre outras coisas! O homem era fera: antropólogo, neurologista, fisiologista e muitos outros “istas” que você nem imagina!) já dizia que “a inveja nada mais é do que o ódio à superioridade”. E você? Diz aí o que você acha…
 Continue comigo, lendo as outras postagens, comentando, curtindo.
Beijos e me liga!

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