Ame-se!

Querer bem a si mesma, para depois querer bem ao próximo, é uma premissa básica para quem quer o melhor. E amar-se é muito mais do que sair para as compras e se presentear com algo bacana. Isso é bom, mas nem de perto significa amor-próprio. Amar-se significa cuidar de seu corpo e de sua mente. É uma corrida de resistência. É cuidar da alimentação, é fazer yoga, é meditar, é dar o seu melhor por aquilo que te faz melhor também. Não é fácil, mas quem disse que seria?

É que estamos acostumadas a achar que a felicidade é nossa por direito. Nasci, então que venham a mim todas as coisas boas do mundo. Só que esse mundinho não funciona assim não! É preciso esforço. É preciso garra. É preciso atitude. Ficar esperando que as coisas caiam em nosso colo só vai fazer com que a gente perca tempo. A frustração é garantida e não obteremos nada.

Viemos a esse mundo para crescer. As vezes dói esse tal de crescimento. Ô…Como dói! É preciso uma certa evolução para entender que os fatos são apenas fatos e que somos nós que os entendemos como dolorosos. A maioria de nós – eu, inclusive – entende algumas questões como recheadas de sofrimentos, de angústia. Acontece que se aceitarmos os fatos como o que são, fatos apenas, conseguiremos pouco a pouco transformar nossa dor em ensinamentos. Um fato que nos causa constrangimento ou sofrimento pode ser visto apenas como uma dificuldade, como um obstáculo, e não como um mal, um padecimento.

Nossa caminhada aqui na Terra é recheada desses momentos e entender que estão errados, que não deveríamos passar por isso, esbravejar e odiar Deus por eles só faz aumentar nossos sentimentos ruins e não resolvem nada. Sabe quando perdemos um ente querido? Vamos ao enterro e nos sentimos como se o chão tivesse fugido de nossos pés. Adianta ficar batendo no caixão ou rasgando as nossas roupas para demonstrar sofrimento? Todo mundo sabe que sofremos e nosso sofrimento, na verdade, não é da conta de ninguém. E adianta fazer tudo isso? Rasgar a roupa vai trazer nosso ser amado de volta? Não. Então para que fazer isso? Para que reforçar a dor?

Alguns dirão que são atos impensados, impulsivos. Da mesma forma, adiantam? Eu sei que são incontroláveis muitas vezes. Apenas os uso para demonstrar o que penso. E não estou pregando que você faça um esforço para controlar suas manifestações naturais. Estou querendo demonstrar que está bem se você fizer certas coisas e que você não deve ser julgada por isso. No entanto, certos atos não vão adiantar. Não vão resolver nossos problemas, não vão nos fazer resolvê-los, não vão nos trazer alívio. Então, para quê?

Não controlamos os fatos. Podemos controlar nossa reação frente a eles. O sofrimento é opcional. Fomos traídas, por exemplo. Quem traiu? Quem não conseguiu honrar com o compromisso acordado entre duas partes? Quem foi fraco e não conseguiu terminar a relação quando viu que não queria mais? É de quem a dificuldade?

Não traga para você o que não é seu. Não sinta-se culpada. Não fique remoendo o passado, repassando seus atos para achar o erro. Em uma relação, ambos devem querer fazer o melhor. Se não foi possível, ok, passe a bola para a frente e siga o jogo.

Ah, Cláudia! Mas eu não quis ouvi-lo quando ele dizia que eu mandava na relação! Pode ser. O que adianta você ficar repassando cada cena de seu casamento? Ou você faz um plano para reconquistar seu companheiro (ou companheira em caso de casais homoafetivos), ou segue a vida. Paralisar a vida é que não vai adiantar. Novamente, aqui, estamos falando de atitude.

Cláudia, mas você está dizendo para não extravasarmos a dor? Não!!!!! Longe disso! O que não choramos, o que não botamos para fora, vira sintoma. Daqui a pouco você está doente e não sabe o porquê. É preciso chorar, é preciso botar para fora. E seguir em frente. Há um limite para ficarmos curtindo a dor. E que limite é esse? A percepção que você paralisou sua vida e só anda pensando naquilo que não deu certo, naquilo que perdeu.

Outro dia ouvi algo muito interessante. Alguém me disse que há mulheres que concorrem para ver quem tem maior dor, quem sofre mais. E é um orgulho quando conseguem entender que o seu caso é o pior. Aí se sentem vitoriosas! Pode isso?

Se você se enquadra nessa descrição, recomendo urgentemente que saia correndo agora e tome providências para mudar esse estado de coisas. Deixe de se encontrar com essas pessoas. Procure um médico ao invés de ficar se queixando que seus intestinos não funcionam bem. Vá a um psiquiatra, psicólogo, terapeuta holístico, massagista, aula de Yoga para aliviar seus males. Faça por você o que for para fugir da queixa e ter a vida que deseja.

Novamente: a queixa não adianta. Foi demitida? O emprego não vai ser seu novamente porque você passa falando mal da empresa, do seu chefe, dos colegas. Engordou 20 KG? O seu corpo magro não vai lhe ser devolvido só porque você reclama dia e noite dele. Está sem namorado faz dois anos? Não vai ter outro se não fizer algo.

É preciso amar-se, muuuuuito! É preciso querer-se bem acima de qualquer outra coisa para superar todas as dificuldades, contornar todos os obstáculos, querer ser melhor e ter a vida que sonha. É preciso autoestima. E o que se faz para ter tudo isso? Tendo atitude e preparando seu plano de ação. Mas não basta o plano de ação: você precisa é dar os passos necessários em direção ao objetivo almejado, seja ele qual for.

Te desejo passos firmes.

Com muito amor.

Cláudia Mester

 

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